segunda-feira, 16 de maio de 2011

Festa dos anos 50!

Há alguns dias fomos na festa Anos 50, organizada na escola da Lu!
Olhem que graça as meninas na foto abaixo! Estavam todas caracterizadas com algo que lembrasse a época. Nós improvisamos com o que tínhamos, e a Lu não ficou pra trás!




As brincadeiras giravam em torno dos bambolês, das danças e da música. Tudo muito divertido.

Tinha cachorro quente, doritos, um tipo de peru assado, refrigerante e algodão doce!!!! Aproveitamos bastante!





domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das Mães!!!!

Aqui nos Eua também estamos comemorando o Dia das Mães. Que bom que esta data é universal... Não digo isso apenas por preencher o requisito de já ter parido, e assim me colocar na condição especial de ser mimada neste dia... e olha que realmente fui! Mas pelo fato de que as mães ocuparam e ocupam um lugar especial na história, e de alguma forma ou outra, influenciam o curso da vida.

Seja na mitologia grega através da Jocasta, que nos ensinou sobre  o complexo de Édipo, seja pelo exemplo da Maria, mãe de Jesus, um modelo que nossa cultura segue de sempre proteger a sua cria, mesmo que esta já tenha chegado aos 33 anos de idade... Seja a mãe italiana, a judia, a muçulmana ou a norte americana com suas pencas de filhos.. Com maior ou menor poder na sua casta, todas exercem imensa influência, não se pode negar.

A verdade é que, seja preto ou branco, velho ou moço, importante ou não, todos um dia tiveram mãe.
Até mesmo o Osama Bin Laden teve, coitada...

Recentemente tive o exemplo vivo sobre a falta de uma mãe para as suas crias: os coelhinhos que estamos criando não têm a mesma vida livre cheia de diversão e oportunidades nos campos que os demais usualmente possuem, pois não têm a mãe por perto que os proteja nestas aventuras.

A verdade é que mãe, na medida certa, faz muito bem obrigada.

Ela acaba se tornando pejudicial quando extrapola a dose, quando resolve exceder os deveres e direitos sobre a sua criação, não deixando que o filho crie asas e alce o seu vôo.

Por isso, aqui vai a transcrição de um texto que acabei de receber de uma grande amiga, falando com propriedade sobre isso.

Aproveito e deixo a minha homenagem as todas as mães, em especial à minha, que segura a onda da saudade todos os dias, já que tem duas filhas e todos os netos longe!

MÃE DESNECESSÁRIA
(Márcia Nader)
A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de uma amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha, até agora. Agora que a minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar voos-solo. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe, que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que isso significa. Ser desnecessária é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida, até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeça o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe solidários criam os filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

É da vida...

Não falei mais dos coelhos... Bem mais crescidos, eles passavam fugindo da caixinha durante a noite, o que transformava a nossa vida em uma corrida atrás deles quando acordávamos. Herdei vários arranhões e hematomas por conta dos encontrões nos móveis que levei. É incrível o quão rápido eles são! Nem a Salette escapou do exercício, e passou a madrugada da Páscoa numa verdadeira caça aos bunnies. Diante da nova realidade, o Rafa e a Luiza montaram uma cerquinha no nosso jardim dos fundos, e lá os colocamos. Eles amaram comer a grama!!! Ficaram bem mais felizes na nova morada.

Deixamos a caixinha do cachorro que veio com eles pra que se abrigassem do frio à noite, e roubei a capa do grill do Rafa pra protegê-los das águias e dos falcões (conselho do filho do vizinho), o que não deixou o Rafa muito satisfeito, mas ele acabou por resignar-se em prol da segurança dos bichinhos.

Como os coelhos crescem muito rápido, aos poucos vamos preparando a Luiza para o fato de que em breve eles seguirão o caminho deles, e que assim tem que ser, pois é uma condição dos animais selvagens.

E não é que no sábado, neste clima de 'deixar ir', percebemos uma movimentação estranha na grama do jardim... uma coelha fez uma toca e ali deixou três novos coelhinhos recém nascidos!!!

Foi uma festa! Vimos a coelha amamentando-os, e ficamos impressionados com o enorme esforço que ela deve ter feito pra organizar o seu novo lar. Fez um trabalho incrível por lá... e o Rafa foi impedido de cortar a grama para não importunar a nova família.

Bem, passei a alimentar também a coelha mãe.. Acho que sou a maior compradora de cenouras do supermercado!

Pois é, tudo ia na maior normalidade, até ontem, domingo. Após o meio dia, fui espiar os coelhos no cercadinho, e vi um deles deitado, bem molinho... estava desmaiado, quase morto, com o corpo gelado. Não sabemos se foi hipotermia devido a queda de temperatura que ocorreu, ou se foi algum tipo de doença... Só sei que aquecemos o bichinho, empurramos algumas gotas de leite goela abaixo, trouxemos os três pra dentro de casa novamente... Passamos a tarde envolvidos com o tratamento daquele que sempre foi o mais lendo, o mais difícil de amamentar, ou seja, o que já nasceu desobedecendo a lei do mais forte.

Ao final do dia ele já estava mamando com vontade, e não parecia mais o coelhinho apático de antes. Chegamos a comemorar a conquista!

Duas horas mais tarde, encontrei o pequeninho morto na caixinha. Foi um choque... ficamos incrédulos...
Quanto à Luiza, nem preciso comentar... reviveu a sensação de perda, chorou muito. Eu fiquei realmente chateada, e agradeci a Deus por ter o Rafael ao meu lado, que segurou as nossas pontas.
Com o sentimento de que basta estar vivo para morrer, terminamos o domingo bem mais fragilizados, nos sentindo bem mais impotentes, e valorizando mais e mais cada minuto que nos é dado.

Os dois irmãos seguem aqui dentro de casa agora, enquanto o frio não passa. Eles ficaram muito assustados com o ocorrido, tanto que nem fugiram à noite!

A Luiza entendeu e elaborou a morte do mais fraquinho. Hoje pela manhã ela a descreveu como uma "renovação". Quando a questionei sobre o que me disse, ela explicou que agora aquele que era doentinho não tem mais frio, nem dor, e que encontrou a mãe dele no céu. Ela complementou dizendo que, quanto a nós, recebemos uma nova família no jardim, renovando assim os sentimentos  e acabando de vez com a tristeza.

A segunda-feira passou, os dois coelhinhos sobreviventes estão bem comilões e sapecas novamente, e nós retomamos a rotina normalmente.

Nada como a sabedoria infantil que nos ensina a levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima, não é?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

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A semana passou toda nublada, muito ventosa, e com muitos alertas de tornado. Os avisos soam através de sirenes nas ruas, no rádio, internet ou na TV (a programação é interrompida por uma faixa vermelha destacando a 'tunderstorm', e o risco de tornado, se houver. Eles descrevem a intensidade dos ventos que virão, a quantidade de chuva que cairá, e o horário previsto). Nada aqui acontece sem dar aviso prévio, é impressionante.
Felizmente, a nossa região não foi tão afetada, como aconteceu no Alabama. Não recebemos a indesejosa visita de nenhum tornado, somente tempestades ventosas com chuva de granizo.
Alguns galhos de árvores pelo caminho, algumas casas com as cercas levadas, mas nada que nos tire da tradicional rotina.
Estamos bem e a salvo, e agradecemos a preocupação de todos vocês, manifestadas das mais diversas formas.
Por aqui primavera é tempo de tempestades mesmo, não há o que fazer.
Na hipótese de algum tornado chegar, já fomos orientados a ficar no banheiro da Luiza, que fica na parte mais central da casa, não possui abertura pra rua, e tem as paredes mais firmes pela presença dos canos... espero não ter que passar por isso!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Mais uma semana na terra do Tio Sam

A semana que passou foi um pouco mais difícil... Tive uma crise da coluna cervical, por culpa do aspirador de pó, imagino.

Primeiro busquei ajuda em uma clínica de shiatsu. Fui atendida por uma japonesa que falava inglês pior do que eu, inviabilizando por completo a comunicação. Esta moça me triturou com toda a sua força e me deixou ainda pior.

No dia seguinte, peregrinamos pelas clínicas de urgência, e foi aí que a dor piorou, pois nenhuma aceitou o nosso seguro saúde internacional - e olha que fizemos um dos melhores - o Isis.
Na verdade, descobrimos que nenhum seguro saúde internacional é aceito aqui nos Eua. É necessário pagar por consultas, exames, remédios, tudo... e depois descobrir se seremos ressarcidos quando estivermos no Brasil. Aí prometo postar novamente com todas as informações.
Os remédios foram fazendo efeito, e eu fui melhorando aos poucos.

Nesse ínterim, comecei a frequentar as aulas de ESL (english as a second language) que são oferecidas gratuitamente pela prefeitura municipal a adultos imigrantes que não falam inglês, e ocorrem sempre nas terças e quartas-feiras.

Além de mim, haviam mexicanos (em grande maioria), iranianos, bolivianos e tailandeses.
Muitos vivem aqui há mais de dez, vinte anos, e falam muito mal o inglês. Deu pra perceber que eles vivem separados, em guetos, de forma que não absorvem a outra cultura, tampouco o idioma. Tive a sorte (ou azar), de iniciar o curso no dia do aniversário da professora (que fez 84 anos e está inteiríssima), quando então os alunos organizam uma festinha. Cada um levou um prato, e pude saborear diversas culinárias, sendo a mexicana a preponderante.
As comidas estavam maravilhosas, principalmente o arroz tailandês. De sobremesa, um maravilhoso bolo feito com casca de laranja e sorvete à vontade. De lembrancinha, ganhei um ovo de páscoa!

Quanto à aula, que aula? Vou voltar lá na próxima terça pra medir a temperatura, mas já percebi que terei que frequentar outra escola em paralelo se eu realmente quiser ter fluência, e isso eu realmente quero!

A seguir seguem algumas fotos da nossa casa, como eu havia prometido. Estamos sempre evoluindo em relação à mobília, mas ainda há muito a ser feito!!!








Abaixo, o nosso pátio dos fundos, onde colocamos comida para esquilos (que acaba sendo devorada pelos coelhos). Eles entram sorrateiramente, e tentam sempre levar embora a comida pelo buraco de baixo da cerca, por isso ela já é vendida com uma corrente, pra ficar presa!







A primeira plantação (minha e da Lu), foi o canteirinho de flores em volta da árvore que fica no quintal da frente da casa.
Estou repensando se vou fazer ou não a horta, pois já tenho trabalho braçal de sobra. E as hortaliças estão todas disponíveis nas prateleiras do Wall Mart, bem limpinhas, prontas pro consumo... A gente acaba se rendendo à praticidade da vida americana!


sábado, 16 de abril de 2011

A nossa primeira visita

Desde antes de deixarmos o Brasil, estava acertada a chegada da Salette - minha sogra - para o dia 16 de abril, ou seja, HOJE!!! Foi dito e declarado a todos que ela seria a nossa primeira visita.

Mas como em terras estrangeiras não se pode ter certeza absoluta de nada, essa verdade foi alterada...
Fomos premiados com a chegada ilustre de três novos hóspedes, que estão temporariamente morando na sala de TV da nossa casa, e seguem em primeira mão:

São três filhotinhos de coelho que foram encontrados pelas crianças do bairro, deitados ao lado da mãe, que estava morta.
Mas pra contar essa história, preciso mencionar que os coelhinhos nos foram trazidos pelas mãos de seis crianças, das quais apenas uma nós conhecíamos.
Por volta das cinco da tarde de ontem, eles bateram aqui em casa, esbaforidos, falando nervosamente rápido com o típico sotaque texano dificílimo de entender, que conseguia ficar ainda pior diante da situação de ansiedade.
Aos trancos e barrancos consegui descobrir que dentro da caixa que carregavam havia filhotinhos, mas demorei para decifrar do eram as crias... Nunca imaginei que filhotes de coelhos pudessem ser tão minúsculos...
Como se não bastasse, eles trouxeram também uma cadela em uma coleira improvisada com um cadarço de tênis cor de rosa.
Pra resumir, eles estavam procurando um lar para os quatro órfãos que arrecadaram no dia, e posso  imaginar o que os fez virem direto pra cá: no nosso quintal tem bebida pra beija-flor, comida pra passarinho, pra coelho e esquilo. Não deve ter sido difícil presumir que aqui encontrariam um lar que os acolhesse.
Passamos o resto da tarde e boa parte da noite abrigando a todos eles. A cadela se chama Sunshine e é uma graça. Ela é branca de médio porte, uma vira-lata muito esperta. Dá pra perceber que se perdeu do dono, pois se mostrou habituada a estar entre humanos, é muito bem educada, e tem grande interesse por sentar em sofás, o que deixou a mim e ao Rafa um pouco apreensivos, pois a mobília tem poucos dias, ainda nem foi paga, somado ao fato de eu passei o dia todo limpando a casa pra economizar os cem dólares da faxina.
A função dos pets somente terminou às dez horas da noite, quando a mãe da Louren veio buscá-la (não sem antes me ligar pra saber sobre o horário, e se a menina poderia jantar conosco!!!! Eu quase morri de contentamento ao ouvir isso, pois nunca imaginei tanta espontaneidade num primeiro contato!).
Ela também levou a Sunshine, com o firme propósito de que seria somente para passar a noite, e de que no dia seguinte a levaria para um abrigo (todavia, hoje ela já estava rendida aos encantos da bichinha, e decidiu ficar com a moça).
Nós ficamos com os três órfãos roedores. Apesar da trabalheira em ter que alimentá-los com um leite especial de cabra em uma seringa, tenho que admitir que a movimentação trazida pelos bichinhos a nossa casa foi recompensadora.
De uma hora pra outra, a Luiza fez seis novos amigos. Todos moram aqui por perto, e serão a sua companhia no verão, quando as aulas terminarem.
Hoje esta casa ficou tumultuada de tanto entra e sai de crianças, e tenho certeza de que amanhã não será diferente. A função rendeu convite à Lu para uma guerra com armas de água em uma casa no final da rua, e no final da tarde ela foi patinar com a mãe da Louren, a qual já foi a quarta melhor do mundo na modalidade, e tem demonstrado interesse em ensinar o que sabe à Luiza!!!
De qualquer forma, quero registrar que os novos hóspedes não tiraram a atenção nem o brilho que merece a chegada da Salette. Hoje jantamos com uma deliciosa sopa de legumes que ela preparou, regada a um espumante californiano que, confesso, perde feio para os nossos de Bento!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Algumas fotos

Amigos queridos,

Já estamos com saudades de guaraná, e por isso posto a foto que o Rafael fez de mim e da Luiza no Galeão, antes do embarque para Dallas:


Agora vejam o que nos esperava no desembarque, após dez horas de vôo na classe econômica! (no embarque, estávamos em três diferentes carros, e contando com os ombros fortes e amigos dos nossos primos amados e do meu sogro, também amado). Na chegada ... apenas um shuttle de ônibus para as locadoras de carro... Já era um presságio do choque de vida real que nos aguardava!!!


Pois é... apesar de parecer bastante coisa, dá para imaginar três vidas recomeçando do "quase" zero, apenas com as malinhas que aparecem na imagem??? Isso significa bem mais do que apenas sentir-se (e ser) estrangeiro. Bem mais do que estar longe de casa e dos que nos são caros.
Foi um exercício de desapego e tanto! E segue sendo, pois aqui não temos as facilidades que tínhamos no Brasil.
Mas isso é um capítulo à parte, que merece ser tratado com zelo e tempo para descrição dos pormenores, que prefiro chamar de cômicos, para não dizer trágicos!!!