A semana passou toda nublada, muito ventosa, e com muitos alertas de tornado. Os avisos soam através de sirenes nas ruas, no rádio, internet ou na TV (a programação é interrompida por uma faixa vermelha destacando a 'tunderstorm', e o risco de tornado, se houver. Eles descrevem a intensidade dos ventos que virão, a quantidade de chuva que cairá, e o horário previsto). Nada aqui acontece sem dar aviso prévio, é impressionante.
Felizmente, a nossa região não foi tão afetada, como aconteceu no Alabama. Não recebemos a indesejosa visita de nenhum tornado, somente tempestades ventosas com chuva de granizo.
Alguns galhos de árvores pelo caminho, algumas casas com as cercas levadas, mas nada que nos tire da tradicional rotina.
Estamos bem e a salvo, e agradecemos a preocupação de todos vocês, manifestadas das mais diversas formas.
Por aqui primavera é tempo de tempestades mesmo, não há o que fazer.
Na hipótese de algum tornado chegar, já fomos orientados a ficar no banheiro da Luiza, que fica na parte mais central da casa, não possui abertura pra rua, e tem as paredes mais firmes pela presença dos canos... espero não ter que passar por isso!!!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Mais uma semana na terra do Tio Sam
A semana que passou foi um pouco mais difícil... Tive uma crise da coluna cervical, por culpa do aspirador de pó, imagino.
Primeiro busquei ajuda em uma clínica de shiatsu. Fui atendida por uma japonesa que falava inglês pior do que eu, inviabilizando por completo a comunicação. Esta moça me triturou com toda a sua força e me deixou ainda pior.
No dia seguinte, peregrinamos pelas clínicas de urgência, e foi aí que a dor piorou, pois nenhuma aceitou o nosso seguro saúde internacional - e olha que fizemos um dos melhores - o Isis.
Na verdade, descobrimos que nenhum seguro saúde internacional é aceito aqui nos Eua. É necessário pagar por consultas, exames, remédios, tudo... e depois descobrir se seremos ressarcidos quando estivermos no Brasil. Aí prometo postar novamente com todas as informações.
Os remédios foram fazendo efeito, e eu fui melhorando aos poucos.
Nesse ínterim, comecei a frequentar as aulas de ESL (english as a second language) que são oferecidas gratuitamente pela prefeitura municipal a adultos imigrantes que não falam inglês, e ocorrem sempre nas terças e quartas-feiras.
Além de mim, haviam mexicanos (em grande maioria), iranianos, bolivianos e tailandeses.
Muitos vivem aqui há mais de dez, vinte anos, e falam muito mal o inglês. Deu pra perceber que eles vivem separados, em guetos, de forma que não absorvem a outra cultura, tampouco o idioma. Tive a sorte (ou azar), de iniciar o curso no dia do aniversário da professora (que fez 84 anos e está inteiríssima), quando então os alunos organizam uma festinha. Cada um levou um prato, e pude saborear diversas culinárias, sendo a mexicana a preponderante.
As comidas estavam maravilhosas, principalmente o arroz tailandês. De sobremesa, um maravilhoso bolo feito com casca de laranja e sorvete à vontade. De lembrancinha, ganhei um ovo de páscoa!
Quanto à aula, que aula? Vou voltar lá na próxima terça pra medir a temperatura, mas já percebi que terei que frequentar outra escola em paralelo se eu realmente quiser ter fluência, e isso eu realmente quero!
A seguir seguem algumas fotos da nossa casa, como eu havia prometido. Estamos sempre evoluindo em relação à mobília, mas ainda há muito a ser feito!!!
Abaixo, o nosso pátio dos fundos, onde colocamos comida para esquilos (que acaba sendo devorada pelos coelhos). Eles entram sorrateiramente, e tentam sempre levar embora a comida pelo buraco de baixo da cerca, por isso ela já é vendida com uma corrente, pra ficar presa!
Primeiro busquei ajuda em uma clínica de shiatsu. Fui atendida por uma japonesa que falava inglês pior do que eu, inviabilizando por completo a comunicação. Esta moça me triturou com toda a sua força e me deixou ainda pior.
No dia seguinte, peregrinamos pelas clínicas de urgência, e foi aí que a dor piorou, pois nenhuma aceitou o nosso seguro saúde internacional - e olha que fizemos um dos melhores - o Isis.
Na verdade, descobrimos que nenhum seguro saúde internacional é aceito aqui nos Eua. É necessário pagar por consultas, exames, remédios, tudo... e depois descobrir se seremos ressarcidos quando estivermos no Brasil. Aí prometo postar novamente com todas as informações.
Os remédios foram fazendo efeito, e eu fui melhorando aos poucos.
Nesse ínterim, comecei a frequentar as aulas de ESL (english as a second language) que são oferecidas gratuitamente pela prefeitura municipal a adultos imigrantes que não falam inglês, e ocorrem sempre nas terças e quartas-feiras.
Além de mim, haviam mexicanos (em grande maioria), iranianos, bolivianos e tailandeses.
Muitos vivem aqui há mais de dez, vinte anos, e falam muito mal o inglês. Deu pra perceber que eles vivem separados, em guetos, de forma que não absorvem a outra cultura, tampouco o idioma. Tive a sorte (ou azar), de iniciar o curso no dia do aniversário da professora (que fez 84 anos e está inteiríssima), quando então os alunos organizam uma festinha. Cada um levou um prato, e pude saborear diversas culinárias, sendo a mexicana a preponderante.
As comidas estavam maravilhosas, principalmente o arroz tailandês. De sobremesa, um maravilhoso bolo feito com casca de laranja e sorvete à vontade. De lembrancinha, ganhei um ovo de páscoa!
Quanto à aula, que aula? Vou voltar lá na próxima terça pra medir a temperatura, mas já percebi que terei que frequentar outra escola em paralelo se eu realmente quiser ter fluência, e isso eu realmente quero!
A seguir seguem algumas fotos da nossa casa, como eu havia prometido. Estamos sempre evoluindo em relação à mobília, mas ainda há muito a ser feito!!!
Abaixo, o nosso pátio dos fundos, onde colocamos comida para esquilos (que acaba sendo devorada pelos coelhos). Eles entram sorrateiramente, e tentam sempre levar embora a comida pelo buraco de baixo da cerca, por isso ela já é vendida com uma corrente, pra ficar presa!
A primeira plantação (minha e da Lu), foi o canteirinho de flores em volta da árvore que fica no quintal da frente da casa.
Estou repensando se vou fazer ou não a horta, pois já tenho trabalho braçal de sobra. E as hortaliças estão todas disponíveis nas prateleiras do Wall Mart, bem limpinhas, prontas pro consumo... A gente acaba se rendendo à praticidade da vida americana!
sábado, 16 de abril de 2011
A nossa primeira visita
Desde antes de deixarmos o Brasil, estava acertada a chegada da Salette - minha sogra - para o dia 16 de abril, ou seja, HOJE!!! Foi dito e declarado a todos que ela seria a nossa primeira visita.
Mas como em terras estrangeiras não se pode ter certeza absoluta de nada, essa verdade foi alterada...
Fomos premiados com a chegada ilustre de três novos hóspedes, que estão temporariamente morando na sala de TV da nossa casa, e seguem em primeira mão:
São três filhotinhos de coelho que foram encontrados pelas crianças do bairro, deitados ao lado da mãe, que estava morta.
Mas pra contar essa história, preciso mencionar que os coelhinhos nos foram trazidos pelas mãos de seis crianças, das quais apenas uma nós conhecíamos.
Por volta das cinco da tarde de ontem, eles bateram aqui em casa, esbaforidos, falando nervosamente rápido com o típico sotaque texano dificílimo de entender, que conseguia ficar ainda pior diante da situação de ansiedade.
Aos trancos e barrancos consegui descobrir que dentro da caixa que carregavam havia filhotinhos, mas demorei para decifrar do eram as crias... Nunca imaginei que filhotes de coelhos pudessem ser tão minúsculos...
Como se não bastasse, eles trouxeram também uma cadela em uma coleira improvisada com um cadarço de tênis cor de rosa.
Pra resumir, eles estavam procurando um lar para os quatro órfãos que arrecadaram no dia, e posso imaginar o que os fez virem direto pra cá: no nosso quintal tem bebida pra beija-flor, comida pra passarinho, pra coelho e esquilo. Não deve ter sido difícil presumir que aqui encontrariam um lar que os acolhesse.
Passamos o resto da tarde e boa parte da noite abrigando a todos eles. A cadela se chama Sunshine e é uma graça. Ela é branca de médio porte, uma vira-lata muito esperta. Dá pra perceber que se perdeu do dono, pois se mostrou habituada a estar entre humanos, é muito bem educada, e tem grande interesse por sentar em sofás, o que deixou a mim e ao Rafa um pouco apreensivos, pois a mobília tem poucos dias, ainda nem foi paga, somado ao fato de eu passei o dia todo limpando a casa pra economizar os cem dólares da faxina.
A função dos pets somente terminou às dez horas da noite, quando a mãe da Louren veio buscá-la (não sem antes me ligar pra saber sobre o horário, e se a menina poderia jantar conosco!!!! Eu quase morri de contentamento ao ouvir isso, pois nunca imaginei tanta espontaneidade num primeiro contato!).
Ela também levou a Sunshine, com o firme propósito de que seria somente para passar a noite, e de que no dia seguinte a levaria para um abrigo (todavia, hoje ela já estava rendida aos encantos da bichinha, e decidiu ficar com a moça).
Nós ficamos com os três órfãos roedores. Apesar da trabalheira em ter que alimentá-los com um leite especial de cabra em uma seringa, tenho que admitir que a movimentação trazida pelos bichinhos a nossa casa foi recompensadora.
De uma hora pra outra, a Luiza fez seis novos amigos. Todos moram aqui por perto, e serão a sua companhia no verão, quando as aulas terminarem.
Hoje esta casa ficou tumultuada de tanto entra e sai de crianças, e tenho certeza de que amanhã não será diferente. A função rendeu convite à Lu para uma guerra com armas de água em uma casa no final da rua, e no final da tarde ela foi patinar com a mãe da Louren, a qual já foi a quarta melhor do mundo na modalidade, e tem demonstrado interesse em ensinar o que sabe à Luiza!!!
De qualquer forma, quero registrar que os novos hóspedes não tiraram a atenção nem o brilho que merece a chegada da Salette. Hoje jantamos com uma deliciosa sopa de legumes que ela preparou, regada a um espumante californiano que, confesso, perde feio para os nossos de Bento!
Mas como em terras estrangeiras não se pode ter certeza absoluta de nada, essa verdade foi alterada...
Fomos premiados com a chegada ilustre de três novos hóspedes, que estão temporariamente morando na sala de TV da nossa casa, e seguem em primeira mão:
São três filhotinhos de coelho que foram encontrados pelas crianças do bairro, deitados ao lado da mãe, que estava morta.
Mas pra contar essa história, preciso mencionar que os coelhinhos nos foram trazidos pelas mãos de seis crianças, das quais apenas uma nós conhecíamos.
Por volta das cinco da tarde de ontem, eles bateram aqui em casa, esbaforidos, falando nervosamente rápido com o típico sotaque texano dificílimo de entender, que conseguia ficar ainda pior diante da situação de ansiedade.
Aos trancos e barrancos consegui descobrir que dentro da caixa que carregavam havia filhotinhos, mas demorei para decifrar do eram as crias... Nunca imaginei que filhotes de coelhos pudessem ser tão minúsculos...
Como se não bastasse, eles trouxeram também uma cadela em uma coleira improvisada com um cadarço de tênis cor de rosa.
Pra resumir, eles estavam procurando um lar para os quatro órfãos que arrecadaram no dia, e posso imaginar o que os fez virem direto pra cá: no nosso quintal tem bebida pra beija-flor, comida pra passarinho, pra coelho e esquilo. Não deve ter sido difícil presumir que aqui encontrariam um lar que os acolhesse.
Passamos o resto da tarde e boa parte da noite abrigando a todos eles. A cadela se chama Sunshine e é uma graça. Ela é branca de médio porte, uma vira-lata muito esperta. Dá pra perceber que se perdeu do dono, pois se mostrou habituada a estar entre humanos, é muito bem educada, e tem grande interesse por sentar em sofás, o que deixou a mim e ao Rafa um pouco apreensivos, pois a mobília tem poucos dias, ainda nem foi paga, somado ao fato de eu passei o dia todo limpando a casa pra economizar os cem dólares da faxina.
A função dos pets somente terminou às dez horas da noite, quando a mãe da Louren veio buscá-la (não sem antes me ligar pra saber sobre o horário, e se a menina poderia jantar conosco!!!! Eu quase morri de contentamento ao ouvir isso, pois nunca imaginei tanta espontaneidade num primeiro contato!).
Ela também levou a Sunshine, com o firme propósito de que seria somente para passar a noite, e de que no dia seguinte a levaria para um abrigo (todavia, hoje ela já estava rendida aos encantos da bichinha, e decidiu ficar com a moça).
Nós ficamos com os três órfãos roedores. Apesar da trabalheira em ter que alimentá-los com um leite especial de cabra em uma seringa, tenho que admitir que a movimentação trazida pelos bichinhos a nossa casa foi recompensadora.
De uma hora pra outra, a Luiza fez seis novos amigos. Todos moram aqui por perto, e serão a sua companhia no verão, quando as aulas terminarem.
Hoje esta casa ficou tumultuada de tanto entra e sai de crianças, e tenho certeza de que amanhã não será diferente. A função rendeu convite à Lu para uma guerra com armas de água em uma casa no final da rua, e no final da tarde ela foi patinar com a mãe da Louren, a qual já foi a quarta melhor do mundo na modalidade, e tem demonstrado interesse em ensinar o que sabe à Luiza!!!
De qualquer forma, quero registrar que os novos hóspedes não tiraram a atenção nem o brilho que merece a chegada da Salette. Hoje jantamos com uma deliciosa sopa de legumes que ela preparou, regada a um espumante californiano que, confesso, perde feio para os nossos de Bento!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Algumas fotos
Amigos queridos,
Já estamos com saudades de guaraná, e por isso posto a foto que o Rafael fez de mim e da Luiza no Galeão, antes do embarque para Dallas:
Agora vejam o que nos esperava no desembarque, após dez horas de vôo na classe econômica! (no embarque, estávamos em três diferentes carros, e contando com os ombros fortes e amigos dos nossos primos amados e do meu sogro, também amado). Na chegada ... apenas um shuttle de ônibus para as locadoras de carro... Já era um presságio do choque de vida real que nos aguardava!!!
Pois é... apesar de parecer bastante coisa, dá para imaginar três vidas recomeçando do "quase" zero, apenas com as malinhas que aparecem na imagem??? Isso significa bem mais do que apenas sentir-se (e ser) estrangeiro. Bem mais do que estar longe de casa e dos que nos são caros.
Foi um exercício de desapego e tanto! E segue sendo, pois aqui não temos as facilidades que tínhamos no Brasil.
Mas isso é um capítulo à parte, que merece ser tratado com zelo e tempo para descrição dos pormenores, que prefiro chamar de cômicos, para não dizer trágicos!!!
Já estamos com saudades de guaraná, e por isso posto a foto que o Rafael fez de mim e da Luiza no Galeão, antes do embarque para Dallas:
Agora vejam o que nos esperava no desembarque, após dez horas de vôo na classe econômica! (no embarque, estávamos em três diferentes carros, e contando com os ombros fortes e amigos dos nossos primos amados e do meu sogro, também amado). Na chegada ... apenas um shuttle de ônibus para as locadoras de carro... Já era um presságio do choque de vida real que nos aguardava!!!
Pois é... apesar de parecer bastante coisa, dá para imaginar três vidas recomeçando do "quase" zero, apenas com as malinhas que aparecem na imagem??? Isso significa bem mais do que apenas sentir-se (e ser) estrangeiro. Bem mais do que estar longe de casa e dos que nos são caros.
Foi um exercício de desapego e tanto! E segue sendo, pois aqui não temos as facilidades que tínhamos no Brasil.
Mas isso é um capítulo à parte, que merece ser tratado com zelo e tempo para descrição dos pormenores, que prefiro chamar de cômicos, para não dizer trágicos!!!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Continuação sobre o primeiro dia de aula da Luiza
Sabem qual foi a primeira frase que escutei quando busquei a Luiza às 15h?
- Mãe, estou louca que chegue amanhã para eu voltar à escola."
Sabem quantas vezes eu ouvi isso durante seus mais de quatro anos de Anchieta? NUNCA!
Parece que um bálsamo me envolveu, me dando a certeza de que tudo está no rumo certo.
Ela está realmente feliz! E isso deixa a mim e ao Rafael, plenos de alegria, de que fizemos o que deveria ser feito.
Apesar de não falar a língua, a Luiza se comunicou, a ponto de fazer duas grandes amigas, como ela mesma definiu. Uma das meninas se chama Karla, é portorriquenha e filha da coordenadora da cantina. Ela socorre a Luiza falando em espanhol e fica muito feliz em poder ajudar. A outra menina se chama Lilly, nasceu no Texas e é uma típica americana: ruivinha, graciosa, e adora nos explicar sobre o que pode e o que não se pode fazer... ela é extremamente séria e segura de si. Dá gosto de ver!
Bem, hoje não tem tempestade, nem insegurança quanto ao dia diferente que virá. Tenho certeza de que a noite será bem mais tranquila!
- Mãe, estou louca que chegue amanhã para eu voltar à escola."
Sabem quantas vezes eu ouvi isso durante seus mais de quatro anos de Anchieta? NUNCA!
Parece que um bálsamo me envolveu, me dando a certeza de que tudo está no rumo certo.
Ela está realmente feliz! E isso deixa a mim e ao Rafael, plenos de alegria, de que fizemos o que deveria ser feito.
Apesar de não falar a língua, a Luiza se comunicou, a ponto de fazer duas grandes amigas, como ela mesma definiu. Uma das meninas se chama Karla, é portorriquenha e filha da coordenadora da cantina. Ela socorre a Luiza falando em espanhol e fica muito feliz em poder ajudar. A outra menina se chama Lilly, nasceu no Texas e é uma típica americana: ruivinha, graciosa, e adora nos explicar sobre o que pode e o que não se pode fazer... ela é extremamente séria e segura de si. Dá gosto de ver!
Bem, hoje não tem tempestade, nem insegurança quanto ao dia diferente que virá. Tenho certeza de que a noite será bem mais tranquila!
Primeiro dia de escola da Luiza
Após uma noite de tempestade, com ventos de mais de 100 Km/h que apenas aumentavam a nossa ansiedade e diminuiam o sono de todos, acordamos cedo para o primeiro dia da Luiza na Boals Elementary School.
Fomos de carro, tendo em vista ser o primeiro dia (para os dias habituais, iremos de bicicleta!). Ela estava bem mais tranquila do que eu...
Chegando lá, fomos recebidas na secretaria, e imediatamente encaminhadas à sala de aula, com muitos votos de welcome!
A professora se chama Miss Allison Furnas, e de imediato me forneceu seu celular e seu e-mail.
Percebi que os colegas observavam a Luiza curiosos... Não demorei muito por lá, para não constrangê-la, e também para passar confiança (conselho da minha irmã Patricia, que considerei bastante válido).
Bem, passei a manhã toda organizando as coisas na casa (o que parece não ter fim). Ao meio dia fui almoçar com a Lu na cantina da escola.
Confesso que estava bastante ansiosa, imaginando que ela estaria sentadinha em um canto, sozinha e com carinha de triste. Mas qual não foi a minha surpresa: a Luiza chegou à cantina risonha e acompanhada de duas meninas. Pareciam estar se entendendo perfeitamente, mesmo sem o uso do inglês.
Ao contrário do Brasil, a presença dos pais na escola não é considerada um 'mico'. Fiquei extremanente lisongeada ao ser recebida com o maior sorriso pelas novas amigas, as quais me estenderam a mão, dizendo: "nice to meet you, Miss Carla". As crianças aqui são muito bem educadas!
Incrível como me senti querida ali, no meio deles. Se de início pensei estar 'sobrando', tenho que admitir que ao almoçar em meio a três meninas e dois meninos, todos querendo ensinar a mim e a Lu acerca das regras do local, não tive muita vontade de ir embora.
Logo a professora e a chefe da cantina orientaram-nos acerca do sistema de conta mensal, menu, etc. A Luiza almoçará ao custo de U$ 2,10 ao dia. Sempre que eu quiser, posso acompanhá-la, pagando U$ 2,85. E olha que a comida era bem gostosinha, com duas opções - macarrão com molho vermelho, legumes e purê de batatas, ou crisps de frango com pão de batata e salada. Acompanha uma pequena sobremesa, que não deu tempo de experimentar, pois o horário do almoço é cronometrado e passa rápido e, pasmem, uma caixinha de leite para beber, o que não achei muito digestivo...
Bem, terminado o tempo do 'lunch', e com a autorização da professora, cada mesa levanta, leva sua bandeja, e forma uma fila para dirigir-se ao pátio, e ter 30 minutos de recreio!
Nem vi a Luiza ir embora... fiquei ali, meio atrapalhada, pensando se eu teria que formar fila ou não!!!!
Resolvi tomar meu rumo e voltei pra casa, de bicicleta, não antes sem errar o caminho, e dar uma volta bem maior, o que, confesso, não foi de todo ruim, pois o dia está lindo. Às 15:00h voltarei para busca-la, e então saberei mais detalhes deste primeiro dia de aula!
Fomos de carro, tendo em vista ser o primeiro dia (para os dias habituais, iremos de bicicleta!). Ela estava bem mais tranquila do que eu...
Chegando lá, fomos recebidas na secretaria, e imediatamente encaminhadas à sala de aula, com muitos votos de welcome!
A professora se chama Miss Allison Furnas, e de imediato me forneceu seu celular e seu e-mail.
Percebi que os colegas observavam a Luiza curiosos... Não demorei muito por lá, para não constrangê-la, e também para passar confiança (conselho da minha irmã Patricia, que considerei bastante válido).
Bem, passei a manhã toda organizando as coisas na casa (o que parece não ter fim). Ao meio dia fui almoçar com a Lu na cantina da escola.
Confesso que estava bastante ansiosa, imaginando que ela estaria sentadinha em um canto, sozinha e com carinha de triste. Mas qual não foi a minha surpresa: a Luiza chegou à cantina risonha e acompanhada de duas meninas. Pareciam estar se entendendo perfeitamente, mesmo sem o uso do inglês.
Ao contrário do Brasil, a presença dos pais na escola não é considerada um 'mico'. Fiquei extremanente lisongeada ao ser recebida com o maior sorriso pelas novas amigas, as quais me estenderam a mão, dizendo: "nice to meet you, Miss Carla". As crianças aqui são muito bem educadas!
Incrível como me senti querida ali, no meio deles. Se de início pensei estar 'sobrando', tenho que admitir que ao almoçar em meio a três meninas e dois meninos, todos querendo ensinar a mim e a Lu acerca das regras do local, não tive muita vontade de ir embora.
Logo a professora e a chefe da cantina orientaram-nos acerca do sistema de conta mensal, menu, etc. A Luiza almoçará ao custo de U$ 2,10 ao dia. Sempre que eu quiser, posso acompanhá-la, pagando U$ 2,85. E olha que a comida era bem gostosinha, com duas opções - macarrão com molho vermelho, legumes e purê de batatas, ou crisps de frango com pão de batata e salada. Acompanha uma pequena sobremesa, que não deu tempo de experimentar, pois o horário do almoço é cronometrado e passa rápido e, pasmem, uma caixinha de leite para beber, o que não achei muito digestivo...
Bem, terminado o tempo do 'lunch', e com a autorização da professora, cada mesa levanta, leva sua bandeja, e forma uma fila para dirigir-se ao pátio, e ter 30 minutos de recreio!
Nem vi a Luiza ir embora... fiquei ali, meio atrapalhada, pensando se eu teria que formar fila ou não!!!!
Resolvi tomar meu rumo e voltei pra casa, de bicicleta, não antes sem errar o caminho, e dar uma volta bem maior, o que, confesso, não foi de todo ruim, pois o dia está lindo. Às 15:00h voltarei para busca-la, e então saberei mais detalhes deste primeiro dia de aula!
domingo, 10 de abril de 2011
O motivo
De início, eu rechacei a idéia de escrever sobre a nossa aventura em um blog. Achei um pouco pretensioso por um lado, e uma exposição demasiada por outro. No entanto, ao perceber que, passados exatos dez dias desde a nossa chegada nos Eua, eu ainda não consegui ler, tampouco responder aos e-mails carinhosos dos familiares e amigos que nos acompanham e que esperam por notícias, rendi-me à tecnologia...
Espero que sejam caridosos na leitura. Que perdoem meus erros gráficos e literários, e que dêem um desconto aos periodos de exacerbada emotividade.
Espero de alguma forma ficar mais perto de vocês!
Espero que sejam caridosos na leitura. Que perdoem meus erros gráficos e literários, e que dêem um desconto aos periodos de exacerbada emotividade.
Espero de alguma forma ficar mais perto de vocês!
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